Existem diversos nomes, categorias, separações. Algumas características os separam, e algumas categorias possuem mais semelhanças do que diferenças. Isso torna difícil a definição de muitas.
Crossdresser é uma dessas categorias. Com uma definição, ao meu ver, mais variável que as outras.
Definindo de forma mais básica possível, são pessoas que vestem roupas, ditas, do gênero oposto dentro da lógica binária. Não fazem modificações cirúrgicas, não tomam hormônios, e em alguns casos não vestem estas roupas o tempo todo. Não existe uma lista de quesitos, assim como nos outros casos, pois crossdressing também é uma questão de identidade. É uma questão de auto identificação.
Existe muita confusão quanto a sexualidade dos crossdressers, se eles são travestis, transexuais. Como toda identidade de gênero, a sexualidade é algo separado. O Crossdresser pode ser hetero, gay, bi, o que for. Como qualquer ser humano, as únicas limitações são as sociais. Crossdresser se diferenciam de travestis e transexuais por não modificarem o corpo. Não existe interferência hormonal, cirúrgica, e muitas vezes nem uso de um nome social.
Crossdressers podem vestir as roupas, socialmente ditas do sexo oposto, durante parte do dia, por fantasias sexuais, para performances artísticas, todo o tempo, apenas a lingerie.
Ter que definir o crossdressing, para mim, só mostra o quanto ainda precisamos evoluir. O gênero das roupas é uma convenção social, feita séculos atrás. No fim das contas roupas são panos. Mas temos que dar nome as pessoas que usam roupas que “não são para seu gênero.”
Existem muitos nomes e categorias, os usamos para apontar as diferenças de tratamento, direitos. Para deixar isso em evidência. A necessidade de dar nome, categoria, aos crossdressers só mostra o quanto ainda precisamos evoluir.
Como militante tento deixar claro o que são todas as categorias. Como disse, para apontar as diferenças, as ausências de direitos e respeito. Mas o sonho é que esses nomes deixem de ser necessários. Que todas as categorias passem a ser respeitadas, que não precisemos dar nome as identidades de gênero, sexualidades.

























































































































